A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) informou nesta quarta-feira, 16 de agosto, que vai dobrar a capacidade do Sistema Nacional de Controle de Velocidade (SINCRO). Segundo o órgão, os primeiros impactos dessa ampliação já devem ser percebidos a partir de 1º de setembro.
Na mesma data, e como já tínhamos adiantado, começam a operar 37 novos radares de fiscalização de velocidade. Desse total, 12 farão o controle de velocidade média - confira onde eles ficarão instalados.
Essa etapa marca apenas o início da nova expansão do SINCRO. De forma gradual, o sistema passará de 61 para 123 pontos de controle de velocidade, com a instalação de 62 novos radares.
Radares de velocidade trazem novidades
De acordo com a ANSR, os equipamentos agora adicionados ao sistema “introduzem em Portugal o controlo da velocidade média entre dois pontos e a capacidade para medir, em simultâneo, a velocidade de vários veículos, mesmo nos casos em que estes circulam lado a lado ou a uma distância inadequada entre si”.
Como funciona o controle de velocidade média no SINCRO
Entre os 62 novos radares, 23 serão destinados ao controle de velocidade média e, segundo a entidade, “estão colocados em locais em que a sinistralidade se verifica ao longo de troços com alguma extensão e não apenas de pontos”.
Onde a instalação dos novos radares será priorizada
Além disso, a ANSR aponta que cerca de 70% dos novos radares ficarão “fora de autoestradas, estando na sua maioria em Estradas Nacionais e Itinerários Principais e Complementares que concentram 47% das vítimas mortais”.
“A seleção dos locais onde foram instalados os novos radares obedeceu à análise dos locais de maior concentração de acidentes e à análise das causas dos acidentes, nomeadamente onde a velocidade excessiva se revelou relevante para essa sinistralidade.”
Em 1º de setembro, como já mencionado, entram em operação 37 novos radares. Com isso, o distrito de Lisboa passará a ser o distrito de Portugal com o maior número de pontos de controle de velocidade: 26. Em seguida aparece o distrito do Porto, com 22 radares, e depois o distrito de Setúbal, com 10.
Quanto aos 25 radares restantes - que completam os 62 agora anunciados - a ANSR ainda não informou quando começarão a funcionar.
Investimento de 6,2 milhões de euros
A implantação desses 62 novos pontos de controle de velocidade está sendo financiada pela ANSR (em 50 locais), pela Ascendi (sete locais) e pela Infraestruturas de Portugal (cinco locais), somando um investimento total de 6,2 milhões de euros (valor que inclui a manutenção de todo o SINCRO até o fim de 2026).
Quem financia a expansão do SINCRO
Esse trabalho conjunto faz parte da política nacional de redução da acidentalidade e da campanha de segurança no trânsito “Os radares salvam vidas”, que também acaba de ser lançada.
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