Em Elden Ring, o mundo aberto traz uma quantidade enorme de masmorras secundárias menores para explorar e um sem-fim de segredos para descobrir enquanto você cruza as Terras Intermédias no seu corcel espiritual. Ao mesmo tempo, esses espaços amplos contrastam bastante com muitas áreas mais “corredor” que, por anos, marcaram os RPGs de ação da FromSoftware. O resultado é simples: além de encarar os desafios com opções de combate corpo a corpo, magia e ataques à distância - como nos outros jogos do estúdio -, você também pode recorrer à furtividade, tanto como forma de atacar quanto como escolha defensiva.
Mundo aberto de Elden Ring e a furtividade como estratégia
Como costuma acontecer, várias lições e ideias de jogos anteriores da From aparecem aqui. Dá para sentir a influência de Sekiro com um pouco de furtividade e com a quebra de postura. Quebrar a postura de um inimigo lembra, em parte, o funcionamento de “atordoar” o oponente em jogos anteriores, mas agora também abre a oportunidade de um golpe crítico (bem parecido com a janela do ataque visceral de Bloodborne). Então, se você avistar um gigante rondando um campo aberto, pode perfeitamente escolher um caminho menos óbvio e passar sorrateiro por entre arbustos. Para quem está explorando uma região pela primeira vez, essa costuma ser a decisão mais sensata.
Enfrentar com cautela uma caravana cheia de tesouros é uma escolha inteligente
Assim como em Sekiro, a furtividade funciona muito bem para evitar encontros perigosos, mas também para iniciar um combate em vantagem - e isso pode ser o que separa o sucesso do fracasso. Em um vídeo curto, vimos um jogador lidar com uma caravana itinerante que havia parado para descansar. Havia tesouro dentro, porém muitos guardas posicionados à frente e nas laterais, protegendo o local.
Itens, dardos soníferos e efeitos mágicos pontuais
A abordagem escolhida foi cuidadosa: o jogador usou um dardo sonífero para incapacitar e eliminar o primeiro guarda e, depois, contornou o acampamento de forma estratégica para derrubar outros com golpes pelas costas, especialmente os que observavam a carga valiosa. Esses dardos soníferos são ferramentas novas bem interessantes: eles deixam o oponente indefeso, abrindo espaço para executar um crítico enquanto ele está caído.
Para garantir o saque, também apareceu um toque de magia - uma explosão roxa no chão -, só que acionada pelo uso de um item, e não por conjuração tradicional. Ou seja: mesmo que você decida focar pesado em combate corpo a corpo ou em ataques à distância, ainda dá para acessar alguns efeitos mágicos situacionais por meio de itens.
Essas criaturas provavelmente é melhor evitar
E já que o assunto são itens, vale falar de um tipo novo que tende a ser extremamente útil ao atravessar essas áreas gigantescas sozinho.
Invocação de espíritos em Elden Ring e controle de atenção no combate
Invocar espíritos é uma grande novidade na fórmula de RPG de ação da FromSoftware em Elden Ring. Essas invocações podem ser obtidas, evoluídas e aprimoradas de maneiras diferentes - embora esses detalhes ainda não tenham sido explicados por completo. Os espíritos podem surgir em várias formas; em uma demonstração, por exemplo, vimos a invocação chamar um pequeno esquadrão, incluindo um troll mais “parrudo”, com perfil de tanque, brandindo um porrete grande, acompanhado por várias criaturas menores que lembravam goblins/orcs.
E qual é a utilidade disso? Além de bater e participar diretamente das lutas, essas invocações cumprem um papel essencial: puxar a atenção do inimigo. Isso pode ajudar demais em uma batalha contra chefe, permitindo que você encaixe golpes em um alvo que normalmente não daria brechas, e também no mundo aberto, quando você pode ser pressionado por diversos adversários atacando de direções diferentes ao mesmo tempo.
Chefes no mundo aberto: os “chefes de campo”
Os chefes também aparecem soltos pelo mundo aberto. No vídeo curto que vimos, dois jogadores avançaram com cuidado por entre arbustos para passar longe de criaturas gigantescas, com um visual que lembrava um pouco os homens-serpente encapuzados/cobertos de Dark Souls III em Archdragon Peak. Curiosamente, o chefe de campo para o qual eles estavam indo também parecia compartilhar algumas dessas características.
Com uma arma de lâmina longa parecida com uma foice, o chefe da área tinha uma forma humanoide e um conjunto de golpes extremamente perigosos: sequências amplas com múltiplos impactos, fogo em área de efeito a queima-roupa, entre outros ataques.
A criatura parecia estar enrolada em cobertas ou em algo como um xale (era difícil enxergar tudo com perfeição, e as anotações precisavam ser rápidas). Ela também exibia aquela característica inquietante de alongamento que lembrava as criaturas citadas de Archdragon Peak - como se o pescoço pudesse fazer um “Sr. Fantástico”, esticando para gerar tanto uma imagem perturbadora quanto diferentes ataques perigosos. Esse tipo de inimigo é conhecido como chefe de campo, e os jogadores acabaram conseguindo vencer. E um detalhe chamou a atenção: a derrota revelou, no local do abate, um Ponto de Graça, indicando que é possível liberar pontos de controlo ao derrotar chefes em certas áreas do mundo aberto.
Tudo o que vimos nesse vídeo curto soou muito no estilo Souls, com pitadas de Bloodborne e Sekiro, mas também com um ritmo preciso, limpo, fluido e excelente. Eu tento não me empolgar com jogos antes de realmente jogar, porém estou o mais optimista possível com o próximo título da From, e mal posso esperar para ver como ele chega em 21 de janeiro de 2022.
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