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Prévia de Exoprimal: viagem no tempo e dinossauros num shooter multiplayer

Soldados futuristas com armaduras coloridas enfrentam um dinossauro em uma cidade moderna.

Exoprimal, com sua proposta de viagem no tempo e tiroteios contra dinossauros, já se coloca com folga entre os shooters multiplayer mais esquisitos que estão por vir. Muita gente já provou essa loucura num beta aberto anterior, mas uma prévia prática recente me permitiu entender melhor como o jogo estrutura a narrativa e como funciona a personalização.

Combate em equipe e corrida de objetivos em Exoprimal

A base de Exoprimal é simples de explicar e caótica de jogar: você e mais quatro amigos formam um esquadrão para enfrentar ondas de dinossauros que invadem o cenário. Vestindo exotrajes especializados, o time despedaça velocirraptores, triceratops e até T-Rexes enormes numa disputa para concluir missões antes de uma equipe rival de jogadores finalizar as mesmas tarefas.

Assim como em Overwatch, os exotrajes são moldados para funções e estilos bem definidos, com opções de ataque, tanque e cura. O meu preferido acabou sendo o Zepher, um traje ágil focado em combate corpo a corpo e que luta com espada. O jogo ainda permite trocar de traje a qualquer momento, o que ajuda o grupo a ajustar a estratégia conforme os objetivos mudam.

Além de lidar com os predadores pré-históricos, algumas missões colocam as duas equipes frente a frente, gerando tiroteios pensados para atrapalhar o progresso do outro lado.

História, cenas entre partidas e o Mapa de Análise

A ação é descontrolada, e o enredo não fica tão atrás. A história acompanha um pequeno grupo de soldados no ano de 2040. Você controla um avatar criado por você mesmo, que atua ao lado do líder do esquadrão, Lorenzo - durão, mas bem-humorado - e dos companheiros Alders, o cérebro debochado da operação, Majesty, uma lutadora direta e sem paciência, e Sandy, a ajudante robótica da equipe. As provocações cafonas, o humor e o clima geral de filme B lembram bastante Binary Domain; Exoprimal sabe que é bobo e não tenta parecer outra coisa.

Não existe uma campanha tradicional para um jogador. Em vez disso, as cenas acontecem entre as partidas multiplayer e vão revelando aos poucos uma trama de viagem no tempo em que o grupo é levado alguns anos adiante, para uma realidade paralela, onde encontra versões alternativas de si mesmo. Para descobrir como eles vão conter os dinos e salvar a Terra, é preciso jogar: as partidas liberam novas sequências no chamado Mapa de Análise.

Esse mapa é um grande fluxograma cheio de nós com cinematics individuais. Ele começa numa borda externa circular e, conforme você desbloqueia os pontos, abre cenas conectadas que avançam em direção ao que parece ser um desfecho no centro. Mesmo conseguindo liberar várias cenas seguidas após apenas algumas rodadas, a quantidade de nós é grande o bastante para indicar que serão necessárias horas de partidas para ver onde essa aventura maluca termina.

Personalização no hangar: Módulos, aparências e equipamento extra

Também dei uma volta pelo hangar, o espaço onde dá para ajustar os exotrajes com Módulos novos e aparências cosméticas. Os Módulos são comprados com a moeda do jogo depois que você atinge certos requisitos de nível, e podem aumentar a vida, melhorar habilidades e até mudar a forma como elas se comportam.

Você pode equipar até três Módulos, e cada espaço aceita um tipo específico. O primeiro espaço é reservado para Módulos do Traje, enquanto o segundo e o terceiro ficam com Módulos de Ação voltados ao combate. Já os Módulos Base são mais gerais e podem entrar em qualquer espaço - como um que aumenta a velocidade de movimento quando a vida está em nível criticamente baixo. Esses efeitos podem ser melhorados ao gastar mais moeda, e é possível usar o mesmo Módulo em vários exotrajes.

Para ir além, dá para instalar um equipamento extra que adiciona uma única habilidade ao traje, como um ataque especial ou uma função de reparo. E, por conveniência, você pode marcar um traje como favorito para começar as partidas já vestindo ele automaticamente.

Depois de jogar bem mais de uma dúzia de partidas de Exoprimal, o jogo segue sendo divertido e, muitas vezes, deliciosamente caótico - principalmente com bons amigos no bate-papo. Apesar de controlar muito bem, ainda fico na dúvida se ele consegue sustentar o interesse por meses após o lançamento. A história pode segurar alguns jogadores por um tempo (se segurar), então resta ver se há substância suficiente nesses ossos fossilizados para fazer a comunidade voltar sempre.

Exoprimal chega em 14 de julho para PlayStation 5, Xbox Series X/S, PlayStation 4, Xbox One e PC. No lançamento, ele também estará disponível no Xbox Game Pass.

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